A Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) realizou a prisão de duas pessoas e o fechamento do primeiro laboratório de “maconha dry” em Mato Grosso do Sul, localizado em Ponta Porã, marcando também o primeiro caso desse tipo de produção na região de fronteira com o Paraguai.
As investigações, iniciadas há cerca de 30 dias, tiveram como base informações de inteligência compartilhadas com policiais civis de outros estados.
Segundo o delegado da Defron, Guilherme Scucuglia Cezar, a família investigada utilizava duas residências na cidade, sendo uma na Vila Ministro funcionando como laboratório, enquanto a outra, na Vila Aeroporto, servia como depósito da droga.
A “maconha dry” é uma droga de alto valor comercial, conhecida popularmente como “maconha dos playboys”.
Produzida em laboratório com alta concentração de THC, ela apresenta diferentes texturas e até essências de sabor, sendo voltada para consumidores de alto poder aquisitivo. O uso provoca alterações psicológicas intensas, incluindo forte distorção da percepção de tempo e espaço, além de efeitos mais graves à saúde.
Conforme o delegado, o laboratório chegava a produzir cerca de 1 kg da droga por dia, valor que pode chegar a R$ 18 mil por quilo.
Durante a operação, os policiais apreenderam 80 botijões, dois cilindros, 24 bandejas com droga pronta, 10 sacos de skunk e 56 porções de Dry, além de insumos utilizados na produção.
O delegado explicou que ainda estão sendo apurados o tempo exato de funcionamento do laboratório e outras possíveis conexões da família investigada.
Até o momento, não há indícios de envolvimento com facções criminosas, mas essa linha de investigação continua sendo aprofundada.
Os dois presos, membros da mesma família, responderão por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A "maconha dry" é uma droga de alto valor comercial, conhecida popularmente como "maconha dos playboys" - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News