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Polícia norueguesa põe fim às buscas de desaparecidos na ilha do massacre

28 julho 2011 - 09h55Por Fonte: AFP
A polícia norueguesa anunciou ontem (28) que pôs fim a sua busca para encontrar desaparecidos na ilha de Utoya, onde há seis dias 68 pessoas foram assassinadas por um radical de direita.

"Posso confirmar que a busca em Utoya terminou", informou Johan Fredriksen, um chefe da polícia de Oslo, falando à imprensa.

Na véspera, a imprensa local indicou que não havia informações sobre um provável desaparecido.

Por outro lado, a polícia não deu detalhes sobre a zona onde foi realizado o atentado com bomba no bairro dos ministérios de Oslo, onde oito pessoas morreram no primeiro atentado que serviu para distrair a atenção das autoridades para o ataque posterior à ilha.

Segundo o serviço de inteligência norueguês, é Anders Behring Breivik, que confessou ser o autor da chacina de sexta-feita, atuou provavelmente sem cúmplices, tendo todas as chaves da investigação.

"Acredito que ele provavelmente não tem cúmplices", declarou Janne Kristiansen, diretora do Serviço de Segurança da Polícia (PST) norueguesa.

"Tem o controle da situação, porque apenas ele pode nos dizer o que fazer, e não temos nenhuma fonte", completou em declarações à AFP.

Anders Behring Breivik, em prisão preventiva durante um período renovável de oito semanas, desconcerta os investigadores por sua personalidade e sua organização tão minunciosa, desenvolvida ao longo de vários anos.

"É uma pessoa muito calculista, muito fria, muito inteligente", considerou Kristiansen. "E se preparou para isso há muito tempo", disse à AFP.

"Não temos nenhum indício, porque apenas comunica consigo mesmo", completou, referindo-se aos esforços da políca em descartar 100% a hipótese de que o suspeito conte com o apoio de outras células".

"Leva uma vida paralela: as pessoas ao seu redor pensam que é uma pessoa normal, mas em sua mente é alguém completamente diferente. Completamente maléfico", segundo a chefe antiterrorista.

O duplo ataque de sexta-feira, o atentado com carro-bomba em frente à sede de governo de Oslo e o tiroteio na ilha de Utoya contra um acampamento de verão deixaram 76 mortos, segundo balanço ainda provisório.

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