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Preços globais de alimentos chegam perto da máxima de 3 anos

Preços globais de alimentos chegam perto da máxima de 3 anos

16 agosto 2011 - 10h03Por Reuters
Os preços globais de alimentos ficaram perto da máxima de três anos em julho e os estoques atingiram níveis mínimos, acumulando a pressão sobre os mais pobres, afirmou o Banco Mundial na última segunda-feira. O índice do Banco Mundial que mede o preço dos alimentos subiu 33% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado e ficou perto dos maiores níveis atingidos em 2008, com aumentos significativos nos preços do milho e do açúcar.

"Persistentemente preços elevados de alimentos e estoques reduzidos indicam que ainda estamos na zona de perigo, com as pessoas mais vulneráveis com menos capacidade para lidar com isso", afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Preços mais altos de alimentos e energia têm contribuído para a pressão inflacionária no mundo, mas o problema tem sido mais grave nos países em desenvolvimento. Embora os preços estejam controlados na maioria dos países desenvolvidos, incertezas sobre a economia global e a situação política no Oriente Médio e no Norte da África indicam que os preços do petróleo permanecerão instáveis, mantendo a inflação no radar.

Enquanto a oferta geral de alimentos melhorou desde abril, principalmente devido a boas colheitas de trigo nos Estados Unidos e na Europa e melhores rendimentos de milho na Argentina e no Brasil, os estoques globais permanecem "alarmantemente" reduzidos, disse o Banco Mundial. A produção global de grãos em 2011/12 está projetada para aumentar 3% em relação à estimativa de 2010/11.

O Banco Mundial disse que o movimento para a produção de biocombustíveis também estava elevando o preço do milho, notando que nos primeiros quatro meses de 2011, a demanda por milho americano para a produção de etanol subiu 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os preços do arroz subiram 11% no último
trimestre depois de recuarem desde fevereiro. Os preços do açúcar avançaram 29% entre maio e julho em meio às preocupações com a colheita menor que o previsto de cana-de-açúcar no Brasil. "Devido ao fato de que açúcar e óleos vegetais compõem 50% do índice de preços de alimentos do Banco Mundial, a instabilidade nestes preços provavelmente tem efeitos inesperados nos preços dos alimentos nos meses adiante", disse a entidade.

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