Menu
Busca terça, 21 de setembro de 2021

Prefeito nega agressões e diz que médicos querem desestabilizar administração

Prefeito nega agressões e diz que médicos querem desestabilizar administração

24 setembro 2013 - 21h00
Campograndenews

O prefeito de Rio Negro, Gilson Antônio Romano (PMDB), negou que tenha agredido os médicos do posto de saúde da cidade, Roberto Rangel e Ivan da Costa. Os profissionais afirmaram que levaram socos, fato negado pelo administrador da cidade.

Ouvido pelo Campo Grande News, Gilson dá outra versão sobre a suposta agressão, que teria ocorrido hoje (24). Segundo ele, em reunião com os médicos e vereadores da cidade, o médico Ivan o teria chamado de “muleque”, o que resultou em confusão, com troca de agressões verbais, mas nenhuma física.

“A polícia foi chamada, e pode ver que não tem nenhum corpo de delito ou testemunha, já que todos viram que não houve agressões físicas”, defendeu o prefeito.

Gilson garante que o motivo da acusação dos médicos é político. Roberto seria possível candidato à prefeitura da cidade, e estaria tentando “desestabilizar” a prefeitura. “Estão fazendo alvoroço com ajuda de vereadores da oposição”, disparou.

“Eu retirei minha candidatura para apoiar ele (Gilson) e financiei a candidatura dele, ele só ganhou com ajuda do meu partido aqui, o PSB, ele que está agindo politicamente”, rebateu o médico Roberto.

Versão dos médicos – Segundo os profissionais. as agressões teriam ocorrido durante reunião na tarde de hoje (24), no posto de saúde da cidade. Os médicos solicitaram o encontro com o prefeito para cobrar o repasse de R$ 60 mil que deveria ser repassado ao posto de saúde. Conforme Roberto Rangel, o valor não foi pago. Com a dívida, os funcionários estão sem receber, inclusive os profissionais agredidos.

“O prefeito contratou um médico plantonista, que ninguém sabe de onde veio, e paga R$ 5 mil para ele trabalhar só aos sábados e domingos. O doutor Ivan questionou como ele tinha dinheiro para pagar ele, enquanto nós estamos sem receber, e o prefeito disse que já tinha pago R$ 37 mil”, conta Rangel.

Neste momento, Ivan interrompeu o prefeito e disse que “não era moleque para ouvir mentiras”, quando Gilson teria dado um murro no médico. Rangel entrou no meio para defender o colega e também teria levado socos.
Os médicos registraram boletim de ocorrência contra o prefeito.

Deixe seu Comentário

Leia Também

POLÍTICA
Comissão especial da PEC dos Precatórios será instalada hoje na Câmara
POLÍCIA
Homem é preso por receptação de veículo furtado em SP e trazido para o MS
BONITO
Presidente da Sanesul recebe Prêmio Piraputanga das mãos do ministro do Turismo
LEGISLATIVO DE MS
Neno Razuk solicita a Sejusp a retomada dos serviços emissão de RG em Água Clara