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Servidores ‘abraçam’ Fórum em protesto por valorização profissional

17 maio 2012 - 10h34Por Dourados Agora
Servidores do judiciário deram um ‘abraço’ simbólico na sede do Fórum de Dourados, ontem. A manifestação, que contou com cerca de 200 pessoas, tem a finalidade de defender a valorização da categoria e o reajuste salarial de 18%. De acordo com o comando de mobilização, o governo estadual oferece apenas 6% de aumento.

Durante toda a semana o grupo realiza atividades em protesto contra as dificuldades nas negociações com o Tribunal de Justiça e governo do Estado. Hoje eles fazem 15 minutos de silêncio em frente ao Fórum. O ‘abraço’, segundo os servidores, simbolizou o amor que os servidores têm pelo trabalho no Judiciário e o apelo para que as autoridades “abracem” a categoria valorizando e respeitando cada profissional.

O comando diz que se “hoje o Judiciário de Mato Grosso do Sul é um dos mais eficientes do país e isto se deve aos servidores que se desdobram para atender as demandas da melhor forma possível”. O comando de Dourados diz que as negociações não estão sendo fáceis e que a categoria aguarda a sensibilidade do poder público para resolver a questão. Os servidores afirmam que a defasagem salarial já chega a 35%.

Segundo o grupo, o último Plano de Cargos e Carreiras aprovado ocorreu em 2006 e, de lá para cá, a categoria recebeu em média 5% de reajuste, o que não acompanhou a média do salário mínimo que somente no ano passado teve um reajuste de 14% a mais.

Se o sindicato deliberar pela greve, o maior prejuízo à população será a paralisação dos milhares de processos que estão nas comarcas. Outra reivindicação é a definição da data base para janeiro, tendo em vista os reajustes do salário mínimo que ocorrem nesta época.

O Sindicato vem negociando com a Assembléia Legislativa e Câmara de Vereadores de Campo Grande, que já sinalizaram apoio e passaram a intermediar as negociações junto ao futuro presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Joenildo de Sousa Chaves e o governador André Puccinelli.

De acordo com o presidente do Sindjus, Dionízio Gomes Avalhaes, se houver negociação no reajuste do auxílio alimentação para R$ 600,00 como reivindica a categoria o valor mínimo de reajuste real no salário poderá baixar até 14%. Tudo isto está sendo avaliado pela categoria, que se não for atendida com as reivindicações, até o dia 23, poderá iniciar uma greve geral sem data para terminar.

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