quarta, 28 de fevereiro de 2024
CAMINHO DAS ARMAS

Pista de avião clandestina usada por brasileiros é descoberta no Paraguai

24 dezembro 2023 - 09h30Por Dourados News

Uma pista clandestina foi descoberta durante ações da operação que prendeu o paranaense Ricardo Luiz Picolotto, apontado como fornecedor de armas e drogas para grupos criminosos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A informação foi divulgada pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai, neste sábado, dia 23 de dezembro, juntamente a vídeos que mostram a pista em meio à vegetação da área rural da cidade de Corpus Christi, no Paraguai, a cerca de 200 quilômetros de Foz do Iguaçu, no Paraná.

“Foi detectada uma pista clandestina que estava sendo preparada para servir de plataforma para estruturas de tráfego aéreo. Próximo a este ponto, também foi localizada uma casa utilizada pela facção criminosa como base a partir da qual foram planejadas ações criminosas que vão desde agressões, extorsões, homicídios e tráfico de drogas”, afirmou a pasta.

Quem é Picolotto

Ricardo Luiz Picolotto foi preso sob a suspeita de tráfico de drogas e armas no dia 19 de dezembro.

Conforme a polícia, ele era responsável pela organização logística de um grupo criminoso que oferecia armas e drogas para facções atuante no Rio de Janeiro e São Paulo.

Além de Picolotto, outras 10 pessoas foram detidas, e nove foram mortas em confronto com a polícia.

O grupo pelo qual Picolotto é suspeito de envolvimento é investigado por participação em assassinato de policiais paraguaios e brasileiros.

Durante a operação em que Picolotto foi preso, foram apreendidos armamentos pesados – alguns capazes de derrubar aeronaves e perfurar blindagem veicular.
Polícia divulgou que nas armas apreendidas havia a sigla IAS-PY que se refere à empresa de Diego Hernan Dirísio – apontado pela Polícia Federal brasileira como o maior contrabandista de armas da América do Sul.

Da mesma forma, a polícia afirma ter encontrado documentos falsos, rádios comunicadores, joias, colete à prova de bala e munição.

Quem é Diego Dirísio

Em 5 de dezembro, em Assunção, no Paraguai, Diego Dirísio foi o principal alvo de uma operação contra um grupo suspeito de entregar 43 mil armas para os chefes das maiores facções do Brasil, movimentando R$ 1,2 bilhão.

Na ocasião, ele não foi localizado.

Segundo as investigações, Dirísio compra armas fabricadas em países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia, para revender a criminosos brasileiros.

Funcionamento da organização criminosa

De acordo com a investigação, o grupo integrado pelo paranaense é chefiado por um paraguaio conhecido como "Macho".

Segundo a investigação, a organização se caracteriza por ações de extrema violência contra facções rivais e contra policiais.

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