Miguel Ángel Insfrán Galeano, o “Tío Rico”, líder de uma das organizações criminosas mais poderosas do Paraguai, foi transferido nesta sexta-feira, dia 31 de outubro, do Presídio de Segurança Máxima de Minga Guazú para o Centro Penitenciário de Reintegração Social “Martín Mendoza”, em Emboscada. A operação de transferência foi cuidadosamente orquestrada, com forte esquema de segurança.
O comissário-chefe Osvaldo Osorio, chefe da 8ª Delegacia de Polícia, detalhou que o processo envolveu um rigoroso esquema de proteção, com a atuação do GEO (Grupo de Operações Especiais), da Lince, da Polícia Motorizada e do Departamento de Investigações.
Segundo o site Campo Grande News, a transferência de Insfrán foi realizada por meio de transporte aéreo. O detento foi retirado da prisão de Minga Guazú e levado ao Aeroporto de Guarani, de onde foi transferido de avião até o Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi. A partir daí, sob forte vigilância, foi encaminhado ao novo presídio em Emboscada.
A operação não se limitou à mudança de Insfrán. Em movimento paralelo, um membro do Clã Rotela, identificado como Carlos Matías Amarilla Rotela, foi transferido para o presídio de Minga Guazú, completando a troca estratégica de líderes.
O poder de Insfrán no crime organizado — Insfrán é apontado como líder de uma vasta rede criminosa ligada ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à corrupção, com ramificações no Paraguai e em outros países da América Latina. A organização sob seu comando mantém estreitas ligações com o narcotráfico, e ele é considerado um dos nomes mais temidos da região.
A operação "A Ultranza Py", que desmantelou parte da rede de Insfrán, revelou a magnitude do poder do criminoso. No entanto, sua transferência para Emboscada também indica a continuidade de suas operações e a necessidade de um controle ainda mais rigoroso sobre suas atividades dentro do sistema penitenciário.
A movimentação de Insfrán não é um fato isolado. A entrada de Carlos Matías Amarilla Rotela no presídio de Minga Guazú levanta questionamentos sobre a dinâmica de poder dentro das prisões do país. A troca entre esses dois líderes do tráfico, em um momento de crescente tensão, sugere uma reconfiguração das forças dentro do sistema de organizações criminosas.
