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POLÍCIA

Golpista que usou nome de ex-governador é preso em barco-hotel

08 agosto 2019 - 16h00Por Da redação

A Polícia de Minas Gerais desencadeou na segunda-feira operação para prender Luiz Gustavo Ferreira de Lima, de 37 anos, acusado de golpes de mais de R$ 1 milhão, que incluíam o uso de documentos falsos em nome do ex-governador mineiro Newton Cardoso. Com ordem de prisão preventiva, foram até a casa dele, na segunda-feira, mas ninguém foi encontrado, nem haveria como. Luiz Gustavo estava com um grupo amigos pescando no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde foi preso, quando o grupo descia de um barco-hotel de luxo, no Porto de Ladário, vizinnha a Corumbá.

Segundo o Campo Grande News, a prisão foi feita por policiais civis de Mato Grosso do Sul na quarta-feira (8) por volta das 23h. O grupo de turistas mineiros, de cerca de 30 pessoas, havia subido o Rio Paraguai por pelo menos 5 dias. Uma viagem desse tipo chega a custar mais de R$ 5 mil, em acomodações que incluem ar-condicionado e bar regado a bebidas.

Segundo o delegado regional de Corumbá, Alex Sandro Peixoto, o preso é acusado de praticar golpes pela internet, que somam mais de R$ 1 milhão em prejuízos para diversas empresas. “Para enganar as vítimas ele utilizava um e-mail falso e o nome de uma empresa de Minas Gerais, que é de propriedade do ex-governador”, explica.

Ainda conforme o site, as informações repassadas pela Polícia Civil de Minas Gerais são de que o acusado chegou a falsificar identidade em nome do ex-governador mineiro, Newton Cardoso, para fazer compras de produtos agrícolas. Em uma das compras efetuadas em Pirapora (MG), com a identidade falsa, o golpista causou prejuízo de R$ 43 mil.

Com o falso documento em nome do ex-governador, Luiz Gustavo é acusado de aplicar golpes também em uma empresa de Montes Claros, do ramo de concreto e cimento.

Depois da tentativa de prisão na segunda-feira, quando também foi cumprido mandado de apreensão e busca, a Polícia Mineira descobriu a viagem ao Pantanal e acionou a corporação em Mato Grosso do Sul. Depois de descobrir qual era o barco-hotel, cujo dono colaborou com as apurações e por isso o nome foi preservado, os policiais fizeram campana no porto, até a chegada do grupo.

Levado para o presídio de Corumbá, Luiz Gustavo será recambiado para Minas Gerais. Uma equipe daquele estado vai vir a Mato Grosso do Sul buscá-lo, informou o delegado.

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