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RIBAS DO RIO PARDO

Polícia Civil prende quatro por suspeita de posse e porte ilegal de arma de fogo

30 abril 2021 - 10h30Por PC-MS

Na tarde desta quinta-feira (29), o Setor de Investigações Gerais da Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo prendeu em flagrante quatro pessoas, com idades de 33, 33, 73 e 24 anos, suspeitos de praticar crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.

Segundo apurado, o senhor de 73 anos e seu filho compareceram à Delegacia relatando que a fazenda da qual são proprietários foi furtada no dia 24. Conforme as vítimas, alguém teria arrombado a porta da residência e, dali, subtraído um rifle da marca CBC, de calibre .22, devidamente registrado.

As vítimas tinham fundadas suspeitas contra seu funcionário dizendo à Polícia Civil que a arma subtraída poderia estar escondida nos cômodos desse funcionário, ou até mesmo em outro local por ele habitado.

Diante dessa notícia, a equipe do SIG deslocou-se até a fazenda das vítimas, localizada na zona rural a aproximadamente 18 km do centro, à procura do funcionário suspeito, com o objetivo de recuperar a arma subtraída.

Chegando ao local, os policiais se depararam com os funcionários (33 e 24 anos). Eles foram entrevistados em separado e indagados a respeito da arma furtada.

Eles negaram qualquer envolvimento no delito de furto, sendo que o funcionário de 33 anos revelou que o patrão possuía uma arma de fogo e havia deixado a mesma com o outro funcionário (de 24 anos), tendo pegado a mesma antes da chegada dos policiais com o objetivo de escondê-la.

A equipe policial questionou o outro funcionário sobre tais fatos, sendo por ele confirmado que, realmente, seu patrão tinha lhe fornecido um revólver calibre .38, naquele mesmo dia, para que o usasse no campo e, antes da chegada e abordagem da Polícia, o patrão lhe retirou a arma e a escondeu, justamente pelo fato de o revólver não possuir registro.

O homem proprietário da fazenda foi questionado sobre o ocorrido, e confessou o imbróglio. O patrão pegou a arma que havia sido escondida e entregou aos policiais, tratando-se de um revólver calibre .38, com numeração aparente, porém sem qualquer registro, além de uma munição do mesmo calibre.

O funcionário de 24 anos foi autuado por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, já que, pouco antes da chegada da polícia, estava portando no campo o revólver fornecido por seu patrão. Este, que antes figurava apenas na condição de vítima, foi autuado também por porte ilegal de arma de fogo justamente por ter fornecido ao seu funcionário arma de fogo sem qualquer autorização legal.

Após a autuação do funcionário de 24 anos e do patrão, os policiais entrevistaram o outro funcionário, de 33 anos, sendo por ele dito que, apesar de não ter tido qualquer envolvimento no furto da arma de seu patrão, estava guardando em sua residência (na Estrada da Pedreira) uma espingarda de calibre .38, com cinco munições, a pedido de um conhecido seu, também de 33 anos.

Os policiais civis foram até o local citado, no “Assentamento Pedreira”, e apreenderam a mesma.

Como o funcionário de 33 anos estava dizendo que a arma não lhe pertencia, mas sim à outra pessoa, os policiais civis deslocaram-se até uma tornearia, local de trabalho do suspeito, e o indagaram a respeito da arma encontrada, sendo por ele dito que, na realidade, havia vendido a arma para o mesmo. Ele ainda revelou possuir outras munições calibre .38 em sua residência, que foram apreendidas logo em seguida.

O funcionário da fazenda que adquiriu a espingarda foi autuado por posse irregular de arma de fogo e munições de uso permitido e o vendedor, por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse irregular de munições de uso permitido.

Diante de todo o exposto, os policiais civis deram voz de prisão aos quatro suspeitos, conduzindo-os à Delegacia para as providências cabíveis.

Três dos autuados pagaram fiança e obtiveram o direito de responder em liberdade. No entanto, o funcionário de 33 anos, principal suspeito do furto contra o patrão, por ser reincidente específico e possuir várias passagens criminais, permaneceu preso à disposição da Justiça, sendo que a Autoridade Policial representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

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