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Dilma conversa com Cristina Kirchner sobre área de livre comércio na América do Sul

Dilma conversa com Cristina Kirchner sobre área de livre comércio na América do Sul

28 novembro 2012 - 15h30
Agência Brasil

As presidentas do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, devem conversar hoje (29), em Los Cardales, a 80 quilômetros de Buenos Aires, sobre as medidas para negociar uma área de livre comércio na América do Sul até 2019. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse hoje que o cronograma, que começou a ser negociado em 2003, está avançado.

No encontro, também estarão em discussão temas relativos ao Mercosul e à União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Dilma almoça com Cristina e, em seguida, retorna a Brasília. Ela também foi a Buenos Aires para participar da 23ª Conferência Industrial Argentina, promovida pela União Industrial Argentina, cujo tema é a relação entre as duas principais economias do Mercosul.

“As duas exceções são a Guiana e o Suriname, que levarão na prática uma eventual área de livre comércio até 2019”, disse Patriota, antes da chegada da presidenta à Argentina. “[O estudo é feito] com base na moldura fornecida pela Aladi [Associação Latino-Americana de Integração], digressão progressiva até 2019. É um cronograma que já foi negociado, não é novidade.”

Patriota analisou o tema durante a Conferência Industrial Argentina para empresários brasileiros e argentinos. Segundo o chanceler, os estudos estão avançados, pois, com o Chile, por exemplo, 98% do comércio com o Mercosul é livre. As articulações também caminham de forma progressiva, de acordo com ele, com o Peru e a Venezuela.

Ao ser perguntado se a China, como potência econômica, atrapalha o avanço dos planos de adoção da área de livre comércio, Patriota negou os riscos. O chanceler disse que é necessário avaliar a China e seu potencial como um novo fator.

“A China é um novo fator na nossa equação brasileira e regional”, destacou ele. “É um fator que oferece enormes oportunidades. Nós [o Brasil] somos um dos poucos países que têm superávit comercial [com a China], que não é pequeno, chegou a US$ 10 milhões”, disse ele.

Patriota acrescentou ainda que o ideal é buscar uma aproximação com a China que promova benefícios. No caso do Brasil,o esforço é para ampliar e diversificar a pauta exportadora, assim como atraindo mais investimentos dos chineses para o país.

A presidenta Dilma Rousseff passa o dia hoje (28) em Buenos Aires, capital da Argentina. Dilma tem reuniões com a presidenta Cristina Kirchner e participa da 23ª Conferência Industrial Argentina. A conferência é promovida pela União Industrial Argentina, equivalente à Confederação Nacional da Indústria, e o tema neste ano é Argentina e Brasil: Integração e Desenvolvimento ou o Risco da Primarização.

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