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Eleições 2014: Incerteza pode persistir para Marina e Serra

30 setembro 2013 - 07h15
Embora o prazo para trocas de partidos e filiações com vistas a 2014 termine no próximo sábado, indefinições que rondam as pré-candidaturas de Marina Silva e José Serra ao Planalto podem persistir além do limite estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Os dois personagens da corrida presidencial terão nesta semana lances decisivos para seus projetos eleitorais, mas, quaisquer que sejam as decisões tomadas até o dia 5, restarão interrogações sobre o futuro político de ambos.

Segunda colocada nas pesquisas, Marina insistirá no TSE para obter o registro de seu partido.

Se for derrotada, planeja acionar o Supremo Tribunal Federal, alegando que a falta de apoio mínimo para fundação da Rede Sustentabilidade decorre da deficiência da Justiça Eleitoral em reconhecer as assinaturas de seus apoiadores.

O núcleo jurídico da ex-senadora considera possível que seja concedida uma liminar assegurando o registro no prazo legal para que ela concorra em 2014. O STF teria, então, tempo para deliberar em plenário sobre o tema.

Em caso de eventual fracasso da Rede, dificilmente há condições políticas de uma guinada estratégia da pré-candidata à Presidência.

Ainda que tenha recebido oferta de filiação do PPS, e mais recentemente, do PEN (Partido Ecológico Nacional), Marina deveria optar, opinam esses interlocutores, pelo papel de formuladora no ano que vem.

Sem comprometer seu discurso de identidade programática e ideológica, pavimentaria assim novo projeto para 2018, quando poderia largar como favorita nas intenções de voto.

INTERROGAÇÕES

Entre os cenários estudados por José Serra, o mais provável hoje é o de permanência no PSDB. O cálculo feito por conselheiros ao ex-governador na semana passada é ancorado nas perspectivas de médio prazo.

Mantendo-se no partido que ajudou a fundar, ele teria condições de recuperar espaço na máquina da sigla caso aceitasse uma candidatura ao Legislativo em 2014.

Ao disputar vaga na Câmara, teria potencial para obter votação recorde, ajudaria a vitaminar a pálida bancada de deputados tucanos e se credenciaria como líder de eventual bloco oposicionista no Congresso.

Outra opção, mais espinhosa e de maior risco, seria a candidatura ao Senado. Além do desgaste de disputar a indicação com outros postulantes de sua legenda, Serra teria pela frente um embate extenuante com o PT.

Caso decida seguir no tucanato, o ex-governador pode ainda se colocar como alternativa ao Palácio do Planalto se o senador Aécio Neves não decolar na pré-campanha.

A saída para o PPS, que ainda não foi descartada por Serra, perdeu força sobretudo em razão dos entraves para tornar viável uma candidatura presidencial sem alianças e palanques regionais e de difícil financiamento.

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