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PMDB pode indicar o vice de Murilo para a prefeitura de Dourados

09 maio 2012 - 11h08Por Dourados Agora
Após a realização de pesquisas de intenções de voto, o comando regional do PMDB deve anunciar nesta quinta-feira o nome do seu pré-candidato para enfrentar o prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), nas eleições municipais de outubro.

No entanto, não está descartada a possibilidade de o partido abrir mão de seu projeto político para integrar a chapa majoritária pela qual o prefeito socialista buscará a reeleição.

A pesquisa interna do Ibope, encomendada pela cúpula regional, envolveu os três pré-candidatos do partido: os deputados federais Geraldo Resende e Marçal Filho e a vereadora Délia Razuk.

Embora não revelados à imprensa, já que a pesquisa não foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), os números apontam que Marçal teve melhor avaliação, conforme o próprio deputado adiantou na segunda-feira.

Interlocutores ligados ao prefeito confidenciaram que há grandes possibilidades de o PMDB recuar para integrar a chapa de Murilo. Nesse caso, o partido indicaria o vice, provavelmente o engenheiro civil Antonio Nogueira, que em abril deixou a Secretaria de Planejamento alegando interesse em postular algum cargo eletivo este ano.

Na carta entregue a Murilo, Nogueira afirmou que por ser presidente de um partido político não teria condições de conciliar o período de campanha com os compromissos da pasta.

Durante o anúncio oficial do afastamento do secretário, Murilo afirmou que Nogueira “ajudou muito no processo de colocar o município no rumo certo, com total dedicação”.

Nogueira ganhou projeção quando exerceu em 1989 a função de secretário de Obras durante o mandato do prefeito Braz Melo, à época pertencente ao PMDB. Ele disputou a prefeitura de Dourados em 1992 com Délia Razuk de vice, sendo derrotado para Humberto Teixeira, então filiado ao PRN, partido que levou Collor de Mello à Presidência da República.

Para analistas políticos, a eventual indicação de Nogueira como vice de Murilo pode acabar provocando divergências na base de apoio de Murilo, uma vez que o PT pretende continuar com o cargo, hoje exercido por Dinaci Ranzi. Ninguém nos quadros peemedebistas confirma o plano B, mas as evidências são claras na própria declaração de Marçal, quando anunciou à imprensa o resultado da pesquisa do Ibope, da qual saiu vencedor, dados atestados pelo seu principal concorrente, Geraldo Resende.

Marçal disse ter a primazia da candidatura e se o eleitor douradense demonstrar, nas próximas pesquisas, que lhe aceita como candidato, irá para a disputa.

“O Ibope deixou muito bem claro que dentro do meu partido eu reúno as melhores condições quantitativas e qualitativas para a disputa, agora vamos procurar saber se a sociedade me quer no comando da prefeitura, para, depois, buscar uma composição com as demais legendas que comungam dos mesmos ideais do nosso partido”, acrescentou, condicionando entrar na briga pelo cargo após novas sondagens de opinião pública.

O senador Delcídio do Amaral é o principal articulador do PT nesse processo e deve entrar no circuito na tentativa de impedir tais mudanças na composição da chapa majoritária visando o próximo pleito.

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