Preso em Jardim, cidade localizada na região Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Dilson Ramón Fretes Galeano, confessou que matou a ex-companheira na cidade de Bela Vista, fronteira com o Paraguai, por uma suposta traição. O corpo de Dahiana Ferreira Bobadilla foi encontrado em uma cova rasa e, com a versão do rapaz, ela passa a ser a 23ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul.
Até o começo de agosto, apenas a ocultação de cadáver seria investigada pela Polícia Civil do Estado. No entanto, após a prisão de Dilson e o depoimento em que relatou ter descoberto uma suposta traição por parte de Dahiana e então a trouxe para o lado brasileiro e a matou, a investigação tomou novos rumos.
Dilson foi preso no dia 11 de agosto, na mesma cidade onde matou a vítima. Na ocasião, ele relatou que houve uma discussão entre os dois e, então, aplicou um golpe “mata-leão”. Dahiana perdeu a consciência e, em seguida, ele a enterrou em uma cova às margens do Rio Apa. O rapaz segue preso em unidade penal na cidade de Jardim.
Crime
De acordo com o jornal Última Hora, a mãe de Dahiana procurou a polícia no dia 5 de agosto para registrar o sumiço. Dias depois, ela foi declarada desaparecida e as investigações começaram com uma operação conjunta entre a Polícia Nacional e as Polícias Militar e Civil de Mato Grosso do Sul.
O suspeito não foi mais encontrado na casa da mãe e então as equipes fizeram o rastreio do celular de Dilson, que teve o sinal captado em uma antena na cidade de Ivinhema, distante 336 quilômetros de Bela Vista. Durante as buscas, os policiais encontraram o carro Toyota Platz em um posto de gasolina com danos indicando que ele possa ter atropelado algum animal na fuga.
Ainda segundo a imprensa paraguaia, o corpo de Dahiana foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) em Jardim. Análise preliminar indicou que a vítima sofreu uma pancada na cabeça e, depois, foi asfixiada. Dilson chegou a vir até Campo Grande depois do crime, mas retornou para Bela Vista, onde foi preso.
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