quarta, 03 de junho de 2026
Carlo Acutis

Comunidade se transforma após milagre em MS: condomínios, capelas e novos devotos fortalecem laços

Após milagre reconhecido em Campo Grande, bairros criam espaços em homenagem ao futuro santo; moradores relatam fé renovada e experiências de conversão.

07 setembro 2025 - 10h00Por G1-MS

O milagre reconhecido pelo Vaticano em 2020 ocorreu sete anos antes em Campo Grande, quando um menino de 3 anos foi curado de uma condição grave após tocar o relicário de Carlo Acutis. Desde então, a cidade passou a expressar a devoção ao jovem italiano em espaços públicos e na rotina das famílias da capital sul mato-grossense.

A cerimônia de canonização vai ser presidida pelo papa Leão XIV na Praça de São Pedro —e será o primeiro evento de canonização do novo pontífice, eleito em maio para substituir o papa Francisco. A missa de domingo estava originalmente marcada para abril, mas foi adiada por conta da morte de Francisco.

Condomínio Carlo Acutis

Um condomínio no Jardim Seminário passou a se chamar “Residencial Carlo Acutis”. A mudança foi sugerida pelos próprios moradores, que acompanharam o caso do milagre de perto e se sentiram inspirados pela história do jovem beato.

A entrada do residencial ganhou um mural com a imagem do beato e a seguinte frase dita pelo mesmo: “A tristeza é o olhar voltado para si; a felicidade é o olhar voltado para Jesus”.

Paróquias com devoção crescente

A Paróquia São Sebastião, uma das mais antigas da cidade, organizou um grupo de oração voltado exclusivamente à espiritualidade de Carlo. Jovens se reúnem todas as semanas para partilhar a vida e rezar, inspirados por seus ensinamentos.

A história de Carlo também passou a ser incluída no material didático de escolas católicas da cidade.

Milagre em Mato Grosso do Sul

Avô, menino que recebeu milagre e familiares na paróquia em MS  Foto: Redes sociais/Reprodução

Avô, menino que recebeu milagre e familiares na paróquia em MS — Foto: Redes sociais/Reprodução

O primeiro milagre atribuído a Carlo Acutis e reconhecido oficialmente pela Igreja ocorreu em Campo Grande, no ano de 2013. Na época, o menino Matheus Vianna tinha apenas 3 anos e era portador de uma grave anomalia congênita chamada atresia pancreática, e teve a cura considerada inexplicável pela medicina após um ato de fé.

Segundo relatos documentados no processo canônico, o menino participou de uma missa onde o relicário de Carlo Acutis foi exposto. Ele tocou o objeto, pediu para ser curado e, nos dias seguintes, começou a se alimentar normalmente, o que antes era impossível devido à ausência de pâncreas funcional.

“Os exames mostraram que o órgão havia se regenerado. A medicina não consegue explicar isso”, relata o frei que acompanhou o caso.

O episódio foi reconhecido oficialmente como milagre pelo Dicastério para as Causas dos Santos, órgão do Vaticano responsável por conduzir o processo que pode levar à canonização de um santo, incluindo a análise das virtudes heroicas e a beatificação.

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