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Fiems acredita em crise nas empresas e mais desemprego em 2015

Fiems acredita em crise nas empresas e mais desemprego em 2015

23 janeiro 2015 - 08h15Por Campo Grande News
A Fiems (Federação da Indústria de MS) criticou as medidas anunciadas pelo governo federal nesta semana para aumentar a arrecadação deste ano e afirma que as consequências serão o desemprego acentuado e crise econômica em empresas e indústrias que não conseguem arcar com a carga tributária.


Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a elevação de impostos e da taxa básica de juros criam um cenário preocupante para o setor industrial em 2015. “Os impostos nacionais já são insuperáveis e o reflexo disso será o crescimento do desemprego, que já está entre nós. As fábricas continuarão a demitir, pois não conseguirão mais produzir com a atual burocracia e a pesada carga tributária”, afirma.

Ontem o Banco Central reajustou os juros básicos da economia pela terceira vez. A taxa Selic aumentou em 0,5 ponto percentual, passando para 12,25% ao ano, o que significa um maior empenho do governo para manter a inflação dentro do centro da meta, que é 4,5% ao ano.

“ Contudo, o panorama inflacionário brasileiro é complexo e, possivelmente, esse não será o único aumento da taxa básica de juros em 2015. Além disso, nos próximos meses, devemos esperar os impactos dessa alta de impostos anunciada pela equipe econômica do Governo”, destaca Longuen.

O pacote de medidas ainda tem aumento da alíquota de IOF para as operações de crédito da pessoa física de 1,5% para 3%, a elevação na alíquota de PIS/Cofins sobre importação de 9,25% para 11,75% e o aumento da Cide e do PIS/Cofins sobre combustíveis. “De forma geral, os consumidores vão ter que pagar mais caro pelos produtos e terão mais restrição ao crédito. Com esse cenário, os empresários estão revendo suas perspectivas para o ano e, alguns, já cogitam até mesmo a chance da economia brasileira entrar em recessão”, finalizou Sérgio Longen.

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