14/11/2017 15h20

Delação culmina com a prisão de André Puccinelli

De acordo com a Polícia Federal, os relatos de Ivanildo apontavam para o ex-chefe do Executivo estadual como o comandante do esquema

 

Da redação

Ex-governador André Puccinelli, foi preso na manhã desta terça-feira (14)
(Divulgação). Ex-governador André Puccinelli, foi preso na manhã desta terça-feira (14)
(Divulgação).

A delação premiada por parte do pecuarista e empresário, Ivanildo da Cunha Miranda, ajudou no desencadeamento da 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, denominada Papiros de Lama, que terminou com quatro mandados de prisão cumpridos na manhã desta terça-feira (14), em Campo Grande.

Conforme publicado pelo Dourados News, foram presos preventivamente, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e seu filho, André Puccinelli Júnior, além de duas temporárias.

De acordo com a Polícia Federal, os relatos de Ivanildo apontavam para o ex-chefe do Executivo estadual como o comandante do esquema que gerou, segundo as investigações, fraudes em aproximadamente R$ 235 milhões aos cofres públicos.

"Entende-se que havia comando na figura do ex-governador. Havia organizadores do esquema e ele era beneficiário", contou em coletiva na manhã desta terça (14), o delegado da Polícia Federal, Cleo Mazzotti.

O esquema era configurado em grandes aquisições de livros de Direito, de autoria de Puccinelli Júnior, por parte de empresas pública e privada junto a editora responsável e que rendiam divisas financeiras a ele. Instituto de direito que tem o filho do ex-governado como sócio era quem intermediava as ações. Ainda de acordo com o relato do delegado, nos anos em que não houve aquisições maciças da obra, a renda foi significativamente menor, "praticamente nula".

Conforme a PF, também foram encontrados repasses por parte da empresa de saneamento que atua em Campo Grande, a Águas Guariroba, a escritório a qual André Puccinelli Júnior é vinculado. Os valores ultrapassam a casa de R$ 1 milhão sem que houvesse qualquer tipo de ação levando a essa quantia, apontando indícios de lavagem de dinheiro.

Novas fases

Ainda segundo o Dourados News, para o chefe da Receita Federal em Mato Grosso do Sul, Henry Tamashiro Oliveira, as investigações que resultaram na ação de hoje podem abrir brechas para novas ações.

"Sim, pode abrir possibilidades. Se identificar novas fiscalizações, por movimentação financeira incompatível, acréscimo patrimonial ou pagamentos sem causa, pode ser levado a isso", relatou durante a coletiva.

Delator

Ivanildo da Cunha Miranda foi citado e aparece na delação da JBS divulgada em maio deste ano. A PF informou que, sua delação foi analisada e entendida que traria benefícios às investigações.

De acordo com relato das autoridades, o dinheiro para a suposta aquisição desses livros também foram entregues pela JBS e trazidos ao Mato Grosso do Sul em bolsas e mochilas em posse do delator.

Papiros de Lama

Denominada Papiros de Lama, a quinta fase da Operação Lama Asfáltica desencadeada na manhã desta terça-feira (14), apura suposto esquema criminoso que teria fraudado em torno de R$ 235 milhões dos cofres públicos em Mato Grosso do Sul.

A ação foi realizada em conjunto entre Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, seis conduções coercitivas e 24 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.

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